sempre fui skinny, magrérrima, e depois engordei... resolvi fazer uma dieta a sério e já lá vão dois anos desde que fiquei outra vez o meu verdadeiro eu... aqui vou partilhar com vocês as minhas dicas... tu consegues!
.Calculadora de Calorias
.arquivos

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015
Receitas com sementes de Chia

suco-de-chia-divulgacao-jasmine.jpg

imagem de www.bolsademulher.com

Refresco de Chia

Ingredientes

  • 500ml de água 
  • 3 colheres de sopa de sementes de chia
  • sumo de 1 limão q.b.
  • açúcar ou adoçante

 

Preparação

Misture as sementes na água e deixe repousar uns minutos. Adicione o sumo de limão e o açúcar ou adoçante a seu gosto e leve a refrescar ou adicione um pouco de gelo.

 

pão chia.jpg

imagem de www.vidadobem.com

Pãezinhos integrais com chia

Ingredientes

  • 3 chávenas de farinha de trigo integral
  • 1 chávena de farelo de trigo ou aveia
  • 5 colheres de sopa de sementes de chia
  • 2 chávenas de água 
  • 4 colheres de sopa de leite 
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • ½ colher de chá de sal

 

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes, sem amassar muito. Molde pequenos pãezinhos e coloque em forma untada e enfarinhada. Leve ao forno a 180º durante cerca de 25 minutos.

 

sementes de chia bolo.jpg

 imagem de www.delicias1001.com.br

Bolo de semente de chia, aveia e nozes

 Ingredientes

 

Massa

  • 2 colheres (de sopa) de semente de chia
  • 1 ¼ chávena de água a ferver
  • 1 chávena aveia em flocos
  • 2 ovos
  • 60g de manteiga
  • 1 chávena de açúcar branco
  • 1 chávena de açúcar mascavo
  • 1 chávena de farinha de trigo
  • ½ chávena de farinha integral
  • 1 pitada de sal
  • ½ chávena de nozes ou castanhas moídas
  • 1 colher (de sopa) de fermento em pó
  • 1 colher (de chá) de baunilha
  • 1 pitada de canela

  

Preparação

 

Massa

  • Ferva a água e deite-a  sobre a aveia e a semente de chia.
  • Acrescente a manteiga, misture e deixe descansar 20 minutos.
  • Adicione o açúcar branco, o mascavo e os ovos.
  • Junte a farinha de trigo, o sal, o fermento, a baunilha, a canela e, por último, as nozes.
  • Misture bem, despeje em uma forma untada e leve ao forno, a 180º, por 45 minutos.

 

 

publicado por suzi às 13:06
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015
Emagrecer com sementes de chia

Semente-Chia-Emagrecer-.jpg

 

 

A chia é o nome popular da Salvia Hispanica, uma planta herbácea  da família das lamiáceas, de origem das regiões da Guatemala, do México e da Colombia. A planta é mais conhecida por sua semente,  que é vendida integralmente, moída ou em forma de óleo. A palavra chia deriva da palavra do nahuatl chian, que significa “oleoso”.

A semente de chia é uma semente com propriedades nutritivas especiais e foi muito consumida por civilizações antigas (como a Asteca no México), principalmente por quem precisava de força e resistência física. Ela é uma semente pequena de forma oval (cerca de 2 mm de comprimento) e de cores variadas (acastanhadas, cinzentas, pretas e brancas).

Foi descoberta há centena de anos, cuja composição nutricional e respectivos benefícios para a saúde, já são desde aquela época conhecidos. A semente da chia é considerada um alimento funcional dadas suas características compositivas (entre os principais componentes estão as fibras, cálcio, magnésio, potássio, proteína e ômega-3).

Seu efeito mucilaginoso (o de absorver e reter  água) devido à alta concentração de fibras, torna a chia interessante para quem busca emagrecer, posto que pode intensificar a sensação de saciedade.

 

Vitaminas, minerais e propriedades

Os principais componentes da semente de Chia são:

  • Ômega 3: A semente da chia é uma das mais ricas fontes conhecidas, tanto animal quanto vegetal. Possui teor muito maior do que o encontrado na linhaça e no salmão.
  • Cálcio: cinco vezes a concentração do mineral encontrada no leite de vaca. Foi recentemente descoberto, que ele também ajuda a queimar gordura no organismo.
  • Magnésio: possui duas vezes mais do que em castanhas e nozes .
  • Manganês e fósforo: três vezes mais do que no espinafre.
  • Proteínas:  É uma fonte de proteína completa, que fornece todos os aminoácidos essenciais que o homem precisa.
  • Fibras: a alta concentração de fibras alimentares faz da chia um aliado do emagrecimento e na boa digestão. São também extremamente ricas em vitaminas e minerais, sendo uma das fontes vegetais mais ricas que se tem conhecimento até hoje.
  • Antioxidantes: a presença do flavonoide kaempferol e, em menor quantidade, os ácidos cafeico e clorogênico presentes provêm à chia três vezes mais antioxidantes que as famosas uvas-do-monte.

Análise nutricional (100g):

  • Energia: 2471 KJ / 595 Kcal;
  • Proteínas: 16g;
  • Carboidratos: 44g;
  • Lípidos: 31g.

A semente de chia, quando utilizada de maneira integral, pode ter diversos usos na cozinha. Ela é capaz de agir quase como emulsificante, torna líquidos mais próximos de um gel e dá “liga” a massas.

A chia tem o poder de absorver 12 vezes o próprio peso em água. Receitas que podem incluir a semente de chia são pudins, pães, tortas, quiches, mousses, cremes, patês, risotos, farofa, saladas de frutas, sucos e vitaminas. 

Atualmente a chia é cultivada para fins comerciais principalmente no México, Bolívia, Colômbia, Peru e Argentina.

perder peso.jpg

 

1 – Quais as principais razões para se consumir sementes de chia?

As sementes de chia são muito nutritivas. A chia tem mais ômega 3 do que qualquer outra fonte natural, possuem enormes quantidades de antioxidantes, cálcio, proteínas, fibras e muitas outras vitaminas e minerais. É um dos alimentos funcionais conhecido mais saudáveis e completos.

Proporcionam muita energia. As sementes de chia são calóricas e fornecem resistência e durabilidade. As fibras presentes na semente de chia são do tipo solúveis, que “incham” o estômago, causando sensação de saciedade e retardando a sensação de fome. Equilibram o açúcar no sangue, garantindo energia ao longo do dia. Uma única colher poderia sustentar guerreiros astecas por várias horas.

Reduzem a ansiedade. Como as sementes de chia absorvem tanta água (cerca de 12x seu próprio volume) e têm fibras altamente solúveis, eles ajudam na digestão de carboidratos e, consequentemente, na liberação de energia lentamente na corrente sanguínea.

As sementes de chia são digeríveis. Ao contrário de semente de linhaça, sementes de chia não precisam ser moída antes de serem ingeridas. O corpo humano pode facilmente digerir sementes chia.

São convenientes e versáteis. Você pode comer sementes de chia pura, misturá-las com a sua bebida favorita, adicioná-las ao seu cereal ou salada ou incrementa-las em diversas receitas. Sementes de chia têm longa validade e se pode estocá-las por anos.

 

2 – Como a semente de chia ajuda a emagrecer?

A semente de chia age em três frentes distintas que auxiliam no emagrecimento:

Causa saciedade. Suas sementes são mucilaginosas, ou seja, ricas em fibras. Ao entrarem em contato com a água, formam um “gel” no estômago. Diante dessa reação, a digestão torna-se mais lenta. Assim, o indivíduo fica satisfeito mais rapidamente e durante um período mais longo e, então, passa a consumir porções menores de alimentos.

Combate inflamação. A gordura acumulada é resultado de um processo inflamatório do organismo, que deixa de enviar mensagens de saciedade ao cérebro. Com isso, perde-se o controle sobre a fome a ponto de comer e nunca se sentir satisfeito. O ômega-3 presente no grão combate essa inflamação, ajudando o corpo a recuperar o controle sobre o apetite.

Desintoxica. A fibra regula o trânsito intestinal e limpa o organismo por meio das fezes. Essas fibras ainda retêm parte da gordura presente nos alimentos. E isso acaba saindo nas fezes em maior quantidade do que o habitual.

 

3 – De forma geral e resumida, quais os benefícios da semente de chia?

Reduz o colesterol e triglicérides; controla a glicemia; ajuda na formação óssea; prevenção do envelhecimento precoce; melhoria na imunidade do organismo; auxílio no funcionamento intestinal; elimina as gorduras e toxinas do corpo; fornecimento de energia; fortalecimento muscular; previne diabetes e doenças cardiovasculares; controla a pressão sanguínea.

 

4 – Há alguma contra-indicação ?

Qualquer pessoa pode ingerir a semente. Porém, devido ao alto teor calórico, o excesso pode levar ao ganho de peso. Cada colher de sopa cheia possui aproximadamente 75 calorias. Há também pessoas com a chamada “síndrome do intestino irritável”, devendo ficar atentas com o consumo de sementes em geral.

 

5 – Quantidade diária de consumo de sementes de chia ?

Não existe uma regra, mas nutricionistas calculam que entre duas a quatro colheres de sopa cheias de sementes diárias são suficientes e já trazem enormes benefícios à saúde.

 

No próximo post trarei receitas para confecionar as sementes de chia.

publicado por suzi às 12:55
link do post | comentar | favorito
Sábado, 19 de Janeiro de 2013
Obesidade

 

O que é?

A obesidade uma enfermidade caracterizada pela acumulação excessiva de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.

Como se desenvolve ou se adquire?

Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu património genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente socioeconómico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversas características peculiares que a distinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.

A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. Recentemente, vem se acrescentando uma série de conhecimentos científicos referentes aos diversos mecanismos pelos quais se ganha peso, demonstrando cada vez mais que essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores.

Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingestão alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingestão. O aumento da ingestão pode ser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultando numa ingestão calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estar associado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.

O que se sente?

O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.

Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.

A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser:

Doenças

Distúrbios

· Hipertensão arterial

· Distúrbios lipídicos

· Doenças cardiovasculares

· Hipercolesterolemia

· Doenças cérebro-vasculares

· Diminuição de HDL ("colesterol   bom")

· Diabetes Mellitus tipo II

· Aumento da insulina

· Câncer

· Intolerância à glicose

· Osteoartrite

· Distúrbios menstruais/Infertilidade

· Coledocolitíase

· Apnéia do sono

 

Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida.

Como o médico faz o diagnóstico?

A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura) (ver ítem Avaliação Corporal, nesse site). O valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados conforme apresentado a seguir:

IMC ( kg/m2)

Grau de Risco

Tipo de obesidade

18 a 24,9

Peso saudável

Ausente

25 a 29,9

Moderado

Sobrepeso ( Pré-Obesidade )

30 a 34,9

Alto

Obesidade Grau I

35 a 39,9

Muito Alto

Obesidade Grau II

40 ou mais

Extremo

Obesidade Grau III ("Mórbida")

 

Conforme pode ser observado, o peso normal, no indivíduo adulto, com mais de 20 anos de idade, varia conforme sua altura, o que faz com que possamos também estabelecer os limites inferiores e superiores de peso corporal para as diversas alturas conforme a seguinte tabela:

Altura (cm)

Peso Inferior (kg)

Peso Superior (kg)

145

38

52

150

41

56

155

44

60

160

47

64

165

50

68

170

53

72

175

56

77

180

59

81

185

62

85

190

65

91

 

A obesidade apresenta ainda algumas características que são importantes para a repercussão de seus riscos, dependendo do segmento corporal no qual há predominância da deposição gordurosa, sendo classificada em:

                                                                

 

 

Obesidade Difusa ou Generalizada

 

Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta), na qual o paciente   apresenta uma forma corporal tendendo a maçã. Está associada com maior   deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com alto risco de   doenças metabólicas e cardiovasculares (Síndrome Plurimetabólica)

 

Obesidade Ginecóide, na qual a deposição de gordura predomina ao nível do   quadril, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante a   uma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes.

Essa classificação, por definir alguns riscos, é muito importante e por esse motivo fez com que se criasse um índice denominado Relação Cintura-Quadril, que é obtido pela divisão da circunferência da cintura abdominal pela circunferência do quadril do paciente. De uma forma geral se aceita que existem riscos metabólicos quando a Relação Cintura-Quadril seja maior do que 0,9 no homem e 0,8 na mulher. A simples medida da circunferência abdominal também já é considerado um indicador do risco de complicações da obesidade, sendo definida de acordo com o sexo do paciente:

 

Risco Aumentado

Risco Muito Aumentado

Homem

94 cm

102 cm

Mulher

80 cm

88 cm

 

A gordura corporal pode ser estimada também a partir da medida de pregas cutâneas, principalmente ao nível do cotovelo, ou a partir de equipamentos como a Bioimpedância, a Tomografia Computadorizada, o Ultrassom e a Ressonância Magnética. Essas técnicas são úteis apenas em alguns casos, nos quais se pretende determinar com mais detalhe a constituição corporal.

Na criança e no adolescente, os critérios diagnósticos dependem da comparação do peso do paciente com curvas padronizadas, em que estão expressos os valores normais de peso e altura para a idade exata do paciente.

De acordo com suas causas, a obesidade pode ainda ser classificada conforme a tabela a seguir.

Classificação da Obesidade de Acordo com suas Causas:

 

Obesidade por Distúrbio Nutricional

 

Dietas ricas em gorduras

 

Alimentação em restaurantes
 

   
 

Obesidade por Inatividade Física

 

Sedentarismo

 

Incapacidade obrigatória

 

Idade avançada
 
 

 

Obesidade Secundária a Alterações Endócrinas

 

Síndromas hipotalâmicas

 

Síndroma de Cushing

 

Hipotireoidismo

 

Ovários Policísticos

 

Pseudohipaparatireoidismo

 

Hipogonadismo

 

Déficit de harmónio de crescimento

 

Aumento de insulina e tumores   pancreáticos produtores de insulina
 
 

 

Obesidades Secundárias

 

Sedentarismo

 

Drogas: psicotrópicos, corticóides, antidepressivos tricíclicos, lítio,   fenotiazinas, ciproheptadina, medroxiprogesterona

 

Cirurgia hipotalâmica
 
 

 

Obesidades de Causa Genética

 

Autossómica recessiva

 

Ligada ao cromossoma X

 

Cromossômicas (Prader-Willi)

 

Síndroma de Lawrence-Moon-Biedl

 

Cabe salientar ainda que a avaliação médica do paciente obeso deve incluir uma história e um exame clínico detalhados e, de acordo com essa avaliação, o médico irá investigar ou não as diversas causas do distúrbio. Assim, serão necessários exames específicos para cada uma das situações. Se o paciente apresentar "apenas" obesidade, o médico deverá proceder a uma avaliação laboratorial mínima, incluindo hemograma, creatinina, glicemia de jejum, ácido úrico, colesterol total e HDL, triglicerídeos e exame comum de urina.

Na eventual presença de hipertensão arterial ou suspeita de doença cardiovascular associada, poderão ser realizados também exames específicos (Rx de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico) que serão úteis principalmente pela perspectiva futura de recomendação de exercício para o paciente.

A partir dessa abordagem inicial, poderá ser identificada também uma situação na qual o excesso de peso apresenta importante componente comportamental, podendo ser necessária a avaliação e o tratamento psiquiátrico.

A partir das diversas considerações acima apresentadas, julgamos importante salientar que um paciente obeso, antes de iniciar qualquer medida de tratamento, deve realizar uma consulta médica no sentido de esclarecer todos os detalhes referentes ao seu diagnóstico e as diversas repercussões do seu distúrbio.

Como se trata?

O tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e, eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares. Dependendo da situação de cada paciente, pode estar indicado o tratamento comportamental envolvendo o psiquiatra. Nos casos de obesidade secundária a outras doenças, o tratamento deve inicialmente ser dirigido para a causa do distúrbio.

Reeducação Alimentar

Independente do tratamento proposto, a reeducação alimentar é fundamental, uma vez que, através dela, reduziremos a ingesta calórica total e o ganho calórico decorrente. Esse procedimento pode necessitar de suporte emocional ou social, através de tratamentos específicos (psicoterapia individual, em grupo ou familiar). Nessa situação, são amplamente conhecidos grupos de reforço emocional que auxiliam as pessoas na perda de peso.

Independente desse suporte, porém, a orientação dietética é fundamental.

Dentre as diversas formas de orientação dietética, a mais aceita cientificamente é a dieta hipocalórica balanceada, na qual o paciente receberá uma dieta calculada com quantidades calóricas dependentes de sua atividade física, sendo os alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia, com aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas.

Não são recomendadas dietas muito restritas (com menos de 800 calorias, por exemplo), uma vez que essas apresentam riscos metabólicos graves, como alterações metabólicas, acidose e arritmias cardíacas.

Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi, por exemplo) ou somente com líquidos (dieta da água) também não são recomendadas, por apresentarem vários problemas. Dietas com excesso de gordura e proteína também são bastante discutíveis, uma vez que pioram as alterações de gordura do paciente além de aumentarem a deposição de gordura no fígado e outros órgãos.

Exercício

É importante considerar que atividade física é qualquer movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energético e que exercício é uma atividade física planejada e estruturada com o propósito de melhorar ou manter o condicionamento físico.

O exercício apresenta uma série de benefícios para o paciente obeso, melhorando o rendimento do tratamento com dieta. Entre os diversos efeitos se incluem:

 

a diminuição do apetite,

 

o aumento da ação da insulina,

 

a melhora do perfil de gorduras,

 

a melhora da sensação de bem-estar e auto-estima.

 

O paciente deve ser orientado a realizar exercícios regulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, ao menos 4 vezes por semana, inicialmente leves e a seguir moderados. Esta atividade, em algumas situações, pode requerer profissional e ambiente especializado, sendo que, na maioria das vezes, a simples recomendação de caminhadas rotineiras já provoca grandes benefícios, estando incluída no que se denomina "mudança do estilo de vida" do paciente.

Drogas

A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida. Cada medicamento específico, dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, alguns deles bastante graves como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais de acordo com o julgamento criterioso do médico assistente.

No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, é importante salientar que o uso de uma série de substâncias não apresenta respaldo científico. Entre elas se incluem os diuréticos, os laxantes, os estimulantes, os sedativos e uma série de outros produtos freqüentemente recomendados como "fórmulas para emagrecimento". Essa estratégia, além de perigosa, não traz benefícios a longo prazo, fazendo com que o paciente retorne ao peso anterior ou até ganhe mais peso do que o seu inicial.

Como se previne?

Uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já na infância, evitando-se que crianças apresentem peso acima do normal. A dieta deve estar incluída em princípios gerais de vida saudável, na qual se incluem a atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiar organizada. No paciente que apresentava obesidade e obteve sucesso na perda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência da atividade física e de uma alimentação saudável a longo prazo. Esses aspectos somente serão alcançados se estiverem acompanhados de uma mudança geral no estilo de vida do paciente.

publicado por suzi às 12:37
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013
Dieta para adolescentes

 

A alimentação nos adolescentes deve sustentar o crescimento, promover a saúde e ser agradável. Durante a adolescência, existem várias alterações de natureza fisiológica e hormonal que afectam as necessidades nutricionais, tal como um crescimento rápido e ganhos de massa muscular e óssea.
Sabemos que cerca de metade dos adolescentes não comem quantidades suficientes de fruta, legumes de cor verde, como bróculos, couve ou espinafres, ovos ou tomates, comprometendo assim gravemente a sua alimentação saudável.
Deficiência em Ferro
A deficiência em ferro é uma das deficiências mais comuns, e os adolescentes são um dos grupos de maior risco – cerca de 13% dos adolescentes têm reservas de ferro baixas. O rápido crescimento, em complemento com um estilo de vida acelerado e escolhas alimentares pouco saudáveis, podem resultar em deficiências de ferro ou anemias. As raparigas precisam de ter uma particular atenção às reservas de ferro, já que perdem muito sangue durante a menstruação.
A fonte principal de ferro é a carne vermelha, mas existem muitas boas fontes de ferro alternativas a carne, como cereais fortificados em ferro, pão, legumes de cor verde ou fruto secos. O organismo não consegue absorver tão eficazmente o ferro destes alimentos, mas a combinação com vitamina C aumenta a capacidade de absorção do corpo. Em contraste, os taninos encontrados no chá reduzem a absorção, sendo por isso preferível beber um copo de sumo de laranja com os cereais do que uma chávena de chá.
Deficiência em Cálcio
Cerca de 25% dos adolescentes ingerem cálcio em quantidades inferiores às recomendadas, com implicações sérias no futuro, em particular na saúde óssea.
A osteoporose é uma doença óssea que torna os ossos finos e quebradiços. Os ossos continuam a crescer a ganhar massa até aos 30 anos de idade – com o período da adolescência a ser o período mais importante em todo o processo. A vitamina D, cálcio e fósforo são vitais para que este desenvolvimento decorra dentro da normalidade. As doses diárias recomendadas de cálcio para adolescentes variam entre os 800mg a 1,000 mg por dia.  
Alimentos ricos em cálcio devem ser consumidos diariamente. A fonte mais rica de cálcio do planeta é o leite e todos os seus derivados. Beber um copo de leite por dia, comer algumas fatias de queijo ou até mesmo beber um iogurte ou batido ao lanche assegura que as quantidades necessárias de cálcio são ingeridas. Em alternativa, o leite de soja pode ser um bom substituto ao leite de vaca.
Quantidade de cálcio em alguns alimentos comuns:
Alimento
CÁLCIO
200 ml de Leite
218 mg
200 ml de Leite de Soja
245 mg
Tofu (60 grs)
300 mg
Queijo Curado (28 grs)
192 mg
Iogurte
283 mg
Sardinhas (60 grs)
306 mg
3 Fatias de Pão
100 mg
Feijão Cozido (115 grs)
59 mg
Couve Cozida (115 grs)
41 mg
Alimentos a escolher
A adolescência é um período de rápido crescimento, como dissemos, e a necessidade básica da alimentação reverte para a potência energética – muitas vezes traduzida num apetite voraz. Idealmente, os alimentos que contribuem para o fortalecimento energético, devem comlementar princípios de alimentação saudável.

Na prática, tal não acontece; o consumo abusivo de gorduras e açucares é alto, enquanto que o de hidratos de carbono amiláceos e fibras é baixo. Embora indesejáveis, estes hábitos não terão repercussões graves a curto prazo, tornando-se apenas um verdadeiro problema se persistirem em idade adulta.

Os adolescentes devem ser estimulados a escolher uma variedade de alimentos dos grupos alimentares básicos:

● Muitos, muitos hidratos de carbono amiçáceos, como pão, massa, arroz, batata, cuscus e cereais.
● Muitas, muitas frutas e legumes – pelo menos 5 doses por dia
● Bastantes produtos lácteos, como leite, iogurtes e queijos
● Quantidade suficiente de proteínas de carne, peixe e ovos
● Poucos doces e gorduras

Outros hábitos importantes para uma alimentação saudável durante a adolescência são:
● Beber pelo menos 8 copos de água por dia
● Comer sempre o pequeno-almoço – um bom pequeno-almoço fornece os nutrientes essenciais e ajuda a aumentar a concentração durante a manhã.
● Faça exercício em bases regulares, de modo a manter uma boa forma física, a saúde cardiovascular e o desenvolvimento dos ossos
● Seja moderado com bebidas alcoólicas – a experimentação faz parte do crescimento e da independência dos adolescentes. Se beber bebidas alcoólicas, tente não exagerar e manter o consumo moderado.

Emagrecer
Numerosos estudos mostram que grande parte dos adolescentes, principalmente as raparigas, estão insatisfeitos com o peso e possuem uma imagem distorcida do próprio corpo e imagem.
O método mais popular para perder peso é reduzir as refeições, não comer carnes, snacks, açucares e gorduras, contudo, isto nem sempre é uma opção saudável. Quando uma adolescente faz dieta, os seus níveis de cálcio, vitamina C, beta-caroteno, selénio, zinco e folatos descem a níveis insuficientes para o funcionamento correcto do organismo.
Se quiser mesmo ficar mais magro(a), assegure-se que é apropriado –precisa mesmo de perder peso, ou está só insatisfeito com a figura do seu corpo? Depois, e caso decida avançar, assegure-se que o faz de forma correcta.
Dietas muito estritas e exigentes são pobres em nutrientes essenciais, e muito frequentemente, as dietas falhadas são verdadeiros yo-yo’s para o seu peso. Uma alimentação equilibrada, saudável e regular, complementada com exercício físico é a única resposta viável. Corte nos açúcares e comidas gordas, e não em alimentos dos outros grupos alimentares. Não perca o controlo na sua batalha contra o peso.
Apesar destes conselhos, a adolescência é um período em que transtornos alimentares podem ocorrer. Se pensa que sofre de um transtorno alimentar, fale com o seu médico para conselhos e tratamento imediato.
Vegetarianismo
Embora não seja regra, os vegetarianos são muitas vezes mais saudáveis que o resto da população – eles podem ser racionais na sua alimentação, ter uma excelente ingestão de nutrientes essenciais e geralmente estão em boa forma física. Ser um adolescente vegetariano não tem de ser um problema, desde que mantenha uma alimentação equilibrada com alternativas aos nutrientes da carne ou peixe.
A carne fornece proteínas, ferro, vitaminas B essenciais e zinco – tudo fundamental para um adolescente em crescimento. Podemos contudo obter os mesmos nutrientes em:
● Ferro – cereais fortificados, pão, frutos secos, feijão, ervilhas e lentilhas. Tente comer duas doses de alimentos ricos em ferro por dia. Para ajudar a absorção, coma-os com fontes de vitamina C (laranja, sumos, tomate e legumes)
● Vitaminas B – Se ainda consome produtos lácteos diariamente, então a ingestão deste tipo de vitaminas não deve ser um problema. Para os Vegans, a vitamina B12 pode ser encontrada em leite de soja, cereais ou extractos de leveduras.
● Zinco – Pode ser encontrado em leguminosas, feijão e cereais

Como precaução adicional, pode beneficiar se tomar suplementos vitamínicos e de minerais para vegetarianos.
Acne
Contrariamente à crença popular, existem muito poucas provas científicas que o acne é causado por alimentos gordos ou fontes de açúcar. Factores hormonais, incluindo o stress, são causa mais prováveis.
Considerações Finais
● Coma refeições regulares com alimentos de todos os grupos
● Mantenha moderados os alimentos doces e ricos em gordura
● Ferro e cálcio são os nutrientes chave na adolescência, por isso assegure-se que consome quantidades suficientes
● Se quer emagrecer, faça-o com precaução
● Seja activo(a)
● Seja moderado(a) no consumo de álcool
Fonte: Alimentação Saudável
publicado por suzi às 09:21
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013
Dieta após excessos

 

Depois dos excessos de natal nada melhor do que uma dieta depurativa para se desintoxicar e repor o organismo. A ideia é eliminar toxinas e descansar órgãos implicados na digestão e sinterização dos nutrientes. Os nutricionistas aconselham um regime à base de arroz, vegetais ao vapor, peixe, iogurtes e frutas. Aliás uma dieta só à base de frutas e sumos de fruta é muito aconselhável e eficaz.

 

As melhores frutas para fins depurativos são o ananás, a papaia, a laranja e a maçã, e entre as verduras cabe citar o aipo, os legumes verdes como o espinafre, e a abóbora. Inclua também nas suas refeições, azeite, que vai combater o mau colesterol, e fibras. Evite comer carne e fritos, ingira muitos líquidos, pelo menos 3 litros e meio, e tente fazer atividade física.

 

Para não cair na tentação de fazer um lanche de pernil depois do Natal, siga algumas dessas receitas de sugestão de salada, um prato principal e sumos leves:

 

Salada tropical
1 manga
1 alface pequena

1 chicória

1 molho de rúcula
1 molho de agrião
½ molho de hortelã
2 colheres de mostarda
1colher de vinagre de maçã
1 pitada de sal
Parmesão ralado

Retire a casca da manga e corte-a em cubinhos. Rasgue as folhas de alface, chicória, rúcula, agrião e de hortelã e misture-as. Junte com a fruta. Faça um molho com o sal, o vinagre e a mostarda. Por fim, salpique o parmesão ralado. Misture na salada, ou deixe que seus convidados temperem-na como acharem melhor.

 

Refogado de atum ao forno
1 pimentão verde
1 frasco de palmito
Azeite
2 latas de atum

1 cebola média
3 tomates sem pele e sem semente
1 malagueta cayenne
1 requeijão

Parmesão ralado

 

Retire a água do atum. Reserve. Coloque azeite em uma panela e refogue a cebola, os tomates, o palmito e o pimentão cortados em cubos. Quando estiverem cozidos, misture o atum. Deixe dourar, mas não muito. Forre uma assadeira com o requeijão, coloque o refogado por cima, polvilhe com parmesão e leve ao forno por 20 minutos, ou até o requeijão derreter. Sirva com arroz branco ou integral.

 

Sumo de melancia com maçã
Melancia
Maçã
Água
Gelo

Bata os ingredientes no liquidificador. Adicione gelo. Não deverá ser adicionado açúcar.

 

Sumo de ananás com laranja e maçã
Abacaxi
Laranja
Maçã
Folhas de hortelã
Gelo

Retire a casca do ananás e corte-o em rodelas. Bata no liquidificador com a maçã e as folhas de hortelã. Esprema as laranjas e misture com o sumo do ananás. Adicione gelo.

 

Dicas para o seu dia:

 

Pequeno almoço

Chá com uma rodela de limão e adoçante ou mel líquido.
Sumo natural de laranja ou maçã.

 

Almoço
Sopa de verduras e legumes, ou salada com limão.
Salada de frutas.
Iogurte magro ou chá a gosto.

 

Lanche
Iogurte natural ou um copo de leite magro.

 

Jantar
Um prato de sopa e verduras frescas ou cozinhadas no vapor, com uma porção pequena de queijo fresco + 1 gelatina.

 

Importante
Esta dieta tem como principal objetivo desintoxicar o organismo e não deve ser mantida por mais de dois ou três dias. Beba bastante água entre as refeições, pelo menos dois litros por dia.

publicado por suzi às 11:41
link do post | comentar | favorito
.pesquisar
 
.tags

. todas as tags

.subscrever feeds